Nelson Piquet reencontra BMW BT52 Turbo em tributo histórico em Estoril

A BMW Classic homenageou o tricampeão Nelson Piquet em Portugal, levando carros lendários como o BT52 Turbo e o M1 Procar para a pista.

O último fim de semana de agosto de 2025 ficará marcado na memória dos apaixonados por automobilismo. O Circuito do Estoril, em Portugal, foi palco de um tributo emocionante a Nelson Piquet, tricampeão mundial de Fórmula 1, que voltou ao volante de dois carros que definiram sua carreira: o Brabham BMW BT52 Turbo, campeão de 1983, e o BMW M1 Procar, com o qual conquistou o título da série em 1980.

O evento foi organizado pela Dener Motorsports e contou com o apoio da BMW Group Classic, que preparou os carros com extremo cuidado para que estivessem em perfeitas condições de pista. A atmosfera era de pura nostalgia e reverência a um dos maiores nomes do automobilismo mundial, especialmente pela ligação direta de Piquet com a história da BMW no esporte a motor.

Uma volta no tempo

O momento mais esperado aconteceu quando Piquet assumiu novamente o volante do Brabham BMW BT52 Turbo. O carro é um ícone absoluto da Fórmula 1: foi com ele que, em 1983, o brasileiro conquistou seu segundo título mundial e se tornou o primeiro campeão da era turbo da categoria. Ao lado do BT52, também esteve presente o BMW M1 Procar, máquina que consagrou Piquet como campeão da série monomarca da BMW em 1980.

Nos dois dias de evento, o piloto completou voltas de aquecimento e, no dia seguinte, realizou voltas de honra, arrancando aplausos do público presente. Para muitos, ver Piquet pilotando novamente esses carros foi como assistir a um pedaço da história ganhar vida.

Encontro de lendas

Além de Piquet, o tributo reuniu nomes históricos ligados à sua trajetória. Estiveram em Estoril Bernie Ecclestone, então dono da Brabham nos anos 80, Gordon Murray, engenheiro e projetista do BT52, e mecânicos originais da equipe, que viajaram especialmente para acompanhar o evento.

Foi um reencontro de gerações e de memórias, já que muitos desses profissionais fizeram parte da rotina intensa de desenvolvimento do carro campeão. Piquet relembrou que, apenas em 1983, percorreu mais de 33 mil quilômetros de testes com o BT52, além dos cerca de 7 mil km disputados em treinos e corridas oficiais.

Emoção e legado

Durante o evento, Piquet descreveu o BT52 Turbo como “uma obra de arte” e afirmou que aquela fase de sua carreira foi a melhor de sua vida. Para ele, o grande diferencial de 1983 foi o motor turbo BMW, que mesmo lançado depois da concorrência, mostrou-se extremamente competitivo, aliado à durabilidade do câmbio e ao uso inovador da telemetria para monitorar o motor.

A última vez que o tricampeão havia pilotado esse carro tinha sido em 2015, no evento Fórmula 1 Legends em Spielberg, na Áustria. Dez anos depois, o reencontro em Estoril foi provavelmente a última vez que o brasileiro guiou seus dois carros icônicos, tornando o tributo ainda mais especial.

Nelson Piquet e a volta às origens

A emoção de reviver 1983

Poucos carros na história da Fórmula 1 carregam tanto simbolismo quanto o Brabham BMW BT52 Turbo. Ele não foi apenas uma máquina vencedora, mas o instrumento que transformou Nelson Piquet em campeão mundial pela segunda vez, em 1983, e inaugurou oficialmente a era dos motores turbo na categoria.

Reencontrar esse carro em Estoril não foi apenas uma experiência para os fãs, mas também para o próprio tricampeão. Em entrevistas, Piquet descreveu o BT52 como “uma obra de arte” e destacou que aquele foi “o melhor tempo da vida”. Ao guiar o carro novamente, mesmo que de forma simbólica, reviveu memórias de uma época em que tecnologia, talento e ousadia se misturavam em um esporte que ainda respirava simplicidade e paixão.

A importância da BMW na carreira de Piquet

A ligação de Piquet com a BMW é profunda. Foi a marca alemã que forneceu o motor turbo que lhe garantiu o título mundial de 1983. Naquele ano, a engenharia avançada da BMW surpreendeu a concorrência, mesmo tendo desenvolvido o projeto depois de rivais como Renault e Ferrari.

Segundo o próprio piloto, o segredo estava na combinação do motor turbo poderoso, aliado à confiabilidade do câmbio reforçado e ao uso de telemetria pioneira, que permitia monitorar o funcionamento do motor em tempo real. Embora não fosse usada para ajustes dinâmicos de corrida, a telemetria ajudava a detectar falhas e corrigir problemas em testes, acelerando a evolução do conjunto.

Essa união de engenharia de ponta e dedicação incansável fez da BMW um nome indissociável da carreira de Piquet. E, em Estoril, essa história ganhou mais um capítulo emocionante.

BMW M1 Procar: o outro ícone da homenagem

Se o BT52 marcou a carreira de Piquet na Fórmula 1, o BMW M1 Procar foi o carro que abriu caminho para sua trajetória com a marca alemã. Em 1980, o brasileiro conquistou o título da série monomarca, onde os maiores pilotos do mundo se enfrentavam em igualdade de condições.

O M1 tinha carisma próprio. Com design assinado por Giorgetto Giugiaro, motor de seis cilindros em linha e um ronco inesquecível, ele se tornou um dos carros de corrida mais icônicos dos anos 70 e 80. No tributo de Estoril, ver Piquet ao volante do M1 foi como voltar no tempo para a época em que ele mostrava seu talento fora da Fórmula 1, em provas que misturavam diversão e competitividade de alto nível.

Um reencontro de lendas

O evento em Estoril não se limitou aos carros. Ele também reuniu pessoas que marcaram aquela fase dourada da Fórmula 1. Estavam presentes Bernie Ecclestone, o então dono da equipe Brabham, e Gordon Murray, projetista do BT52, além de vários mecânicos originais que viajaram especialmente para acompanhar o tributo.

Esse encontro deu um caráter ainda mais íntimo à celebração. Foi quase como uma reunião de família, onde histórias foram relembradas, sorrisos compartilhados e memórias celebradas em torno de máquinas que ajudaram a escrever capítulos inesquecíveis do automobilismo.

O desafio de domar a potência

Um detalhe que chamou atenção foi o próprio relato de Piquet sobre a dificuldade de pilotar o BT52 nos dias atuais. Acostumado ao carro nos anos 80, ele confessou que hoje precisa frear muito antes do que fazia no auge da carreira. Isso mostra como a idade e a mudança de contexto tornam a experiência ainda mais desafiadora.

É importante lembrar que o BT52 tinha uma potência absurda para a época, com estimativas que variavam de 850 a 1.000 cavalos em configuração de classificação. Controlar essa força bruta sem as assistências eletrônicas atuais exigia reflexos apurados e muita coragem.

Última vez ao volante?

O evento de Estoril também teve um sabor de despedida. A última vez que Piquet havia pilotado o BT52 foi em 2015, no Fórmula 1 Legends, em Spielberg, na Áustria. Dez anos depois, aos 73 anos, ele voltou ao carro provavelmente pela última vez.

Essa possibilidade deu ainda mais peso ao tributo: fãs e amigos puderam testemunhar o tricampeão em ação em seus carros históricos, fechando um ciclo de forma emocionante.

A trajetória de Piquet na Fórmula 1

O legado de Nelson Piquet é incontestável. Entre 1978 e 1991, disputou 204 GPs, conquistou 23 vitórias, 20 segundos lugares, 17 terceiros, e somou 485,5 pontos na era pré-pontos dobrados. Foi tricampeão mundial em 1981, 1983 (com BMW) e 1987, e vice em 1980.

Sua carreira ficou marcada pela inteligência estratégica, pelo estilo calculista e por um talento inquestionável ao volante. Com a BMW, Piquet escreveu alguns dos capítulos mais emblemáticos, consolidando-se como um dos grandes nomes da Fórmula 1 dos anos 80.

BMW Group Classic e a preservação da história

A presença da BMW Group Classic em Estoril reforça a importância da preservação da história do automobilismo. A divisão é responsável por manter carros icônicos da marca em funcionamento perfeito, permitindo que eventos como esse possam emocionar fãs e pilotos.

Para o tributo a Piquet, os engenheiros da BMW trabalharam para garantir que tanto o BT52 quanto o M1 estivessem em condições ideais de pista, algo que exige conhecimento profundo e dedicação. Foi um lembrete de que a herança esportiva da marca não está apenas nos museus, mas também viva nas pistas.

O impacto no público

Os fãs presentes no Estoril tiveram uma experiência rara. Não se tratava apenas de ver carros históricos rodando, mas de assistir a Nelson Piquet pilotando novamente as máquinas que o consagraram. O barulho do turbo, o cheiro de combustível e o estilo inconfundível do tricampeão criaram uma atmosfera única.

Para muitos, foi um espetáculo comparável a grandes festivais como o Goodwood Festival of Speed. Só que, dessa vez, o protagonista era um brasileiro que fez história na Fórmula 1 e que ainda hoje é referência quando se fala em talento e ousadia nas pistas.

Curiosidades sobre Nelson Piquet, BMW e o tributo em Estoril

O piloto que fez história com a BMW

Poucos lembram, mas Nelson Piquet não apenas conquistou o título da Fórmula 1 em 1983 com a BMW, como também foi o primeiro campeão mundial da história da categoria com um motor turbo. Esse feito marcou o início de uma nova era na F1, mostrando que a engenharia alemã tinha chegado para transformar o esporte.

Além disso, antes de brilhar com o Brabham BT52, Piquet já havia se consagrado em outra máquina da marca: o BMW M1 Procar, carro com o qual venceu a série monomarca em 1980. Esse título foi um dos passos que pavimentaram seu caminho para se tornar um dos grandes nomes da F1.

O carro que parecia um foguete

O Brabham BMW BT52 Turbo não era um carro comum. Em modo de classificação, chegava a ter mais de 850 cv, e há relatos de que, em algumas configurações especiais, poderia ultrapassar a marca de 1.000 cv. Tudo isso em uma época em que praticamente não existiam auxílios eletrônicos como controle de tração ou direção assistida.

Controlar essa potência era quase como domar um foguete. Piquet descreveu a experiência como natural para a época, mas admitiu que hoje precisa frear muito antes de como fazia nos anos 80.

Uma temporada de resistência

Em 1983, para conquistar o título, Piquet percorreu cerca de 33 mil km de testes apenas com o BT52, além dos 7 mil km disputados durante os finais de semana de corrida. Esse número é impressionante até mesmo para os padrões atuais, já que os pilotos da Fórmula 1 moderna não chegam nem perto de tamanha quilometragem em testes ao longo de uma temporada.

Essa dedicação explica não apenas o sucesso da Brabham-BMW, mas também a resistência física e mental de Piquet. Ele fazia parte de uma geração de pilotos que passava mais tempo dentro do carro do que em qualquer outro lugar.

Telemetria pioneira

Outro detalhe curioso foi o uso da telemetria pela BMW em 1983. Enquanto hoje a tecnologia é indispensável na Fórmula 1, na época ela era uma novidade. O sistema era usado apenas para monitorar o motor, ajudando a identificar problemas de consumo e falhas mecânicas. Ainda assim, foi um diferencial enorme para ajustar a performance e garantir confiabilidade.

Esse pioneirismo mostra como o título de Piquet também foi fruto da inovação tecnológica, não apenas do talento ao volante.

O M1 Procar e sua aura especial

O BMW M1 Procar foi outro protagonista do tributo. Produzido em pequena escala e desenhado por Giorgetto Giugiaro, o carro se tornou uma lenda tanto nas pistas quanto fora delas. Ele reunia os principais pilotos da época em corridas paralelas à Fórmula 1, proporcionando duelos que o público adorava.

Para Piquet, vencer a série em 1980 foi um cartão de visitas que mostrou seu talento em um cenário internacional, antes mesmo de conquistar seus títulos na F1. O M1 tem até hoje um status cult e ver o brasileiro guiando novamente esse carro em Estoril foi um presente para os fãs.

O último ato?

Uma das curiosidades mais fortes do tributo em Estoril é que pode ter sido a última vez que Piquet pilotou esses carros históricos. A última ocasião havia sido em 2015, no evento de lendas da F1 em Spielberg, na Áustria. Dez anos depois, aos 73 anos, ele repetiu o feito diante de amigos, ex-companheiros de equipe e fãs.

Esse aspecto transformou o evento em algo histórico, já que testemunhar o tricampeão brasileiro em ação com seus carros mais emblemáticos pode nunca mais acontecer.

O reencontro com velhos conhecidos

O tributo também teve a presença de Bernie Ecclestone e Gordon Murray, dois personagens que foram fundamentais no sucesso de Piquet nos anos 80. Ecclestone, como chefe da Brabham, apostou no talento do brasileiro; já Murray foi o engenheiro brilhante por trás do design inovador do BT52.

Reunir essas figuras novamente, décadas depois, foi como abrir um álbum de memórias e reviver capítulos de uma história que moldou a Fórmula 1.

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