Tabela FIPE Fiat Premio



Confira aqui os valores do Fiat Premio na Tabela FIPE.

O Fiat Prêmio é considerado por muitos como o primeiro sedã compacto do Brasil que manifestou um legítimo interesse e preocupação com relação ao espaço interno. Pelo bem da verdade, o seu antecessor, o Oggi, alardeava sobre seu “benefício” de oferecer um bom espaço e um grande porta-malas baseado na estrutura de um Fiat 147. Entretanto, foi o Prêmio que não apenas apresentou o primeiro esboço sobre esses pontos, mas também que determinou o padrão para o segmento no futuro.

O Fiat Prêmio chegou em 1985, a princípio na versão CS com duas portas. Vinha com o motor 1.5 do Uno SX, entretanto, apresentando um torque maior, o que lhe garantia uma ótima qualidade de dirigibilidade considerando as opções para a época.



Para fazer com que o modelo se diferenciasse do Uno, a Fiat trabalhou para destacar o amplo espaço interno, ressaltando o nível de conforto e o acabamento interno mais melhorado. Em termos de desempenho, o que se tinha era o esperado sendo considerado até mesmo adequado. O carro tinha uma aceleração de 0 a 100 km/h em 15,9 segundos. Números bem similares ao do Voyage Super 1.6. O Fiat Prêmio ainda trazia o privilégio de apresentar um baixo nível de ruído e uma boa estabilidade. E tem mais uma coisa interessante aqui: Pelo fato de que o estepe se encontrava alojado na frente, o porta-malas tinha capacidade para levar 444 litros. Esse simples aspecto já era suficiente para deixar os concorrentes para trás (e muito).

Bem pouco tempo depois, ainda no ano de 1985, era apresentado no mercado o Prêmio S. Uma opção mais simples que poderia contar com câmbio de quatro ou cinco marchas. Ele também contava com o bloco 1.3 de 59 cv. E para o ano seguinte, 1986, chega a versão CS, que ficava relativamente mais leve com um desempenho e consumo melhores.

Leia também:  Tabela FIPE Fiat Brava


Agora em 1987 aparecia a versão do Prêmio com quatro portas, a CSL. Esse modelo veio com maçanetas que sobressaiam do conjunto geral e travamento central elétrico. Além disso, temos o ar-condicionado e o check control que eram disponibilizados como opcionais. Outro detalhe nesse aspecto é que nesse mesmo ano, o Fiat Prêmio começou a ser exportado para a Europa. Enviado para fora sob o nome de Duna, ele obteve bons resultados e aceitação do público em especial a Itália.

Na sequência o motor de 1.5 passaria a contar com 82 cv de potência. Um pouco mais para frente, em 1989, a versão CLS recebia acabamentos plásticos externos. Um ano mais para frente era a hora da chegada do motor argentino 1.6 Sevel de 84 cv e com torque de 13,2 kgfm. Com isso, o desempenho ficou ainda melhor. O Prêmio CSL garantia uma aceleração de 0 a 100 km/h em 12,2 segundos. O que era ótimo para a época.

A mudança mais importante acontece em 1991, quando então o carro passa a apresentar uma frente mais baixa se diferenciando do restante da família. No ano de 1992, a linha do Prêmio passa a contar com injeção eletrônica e passados três anos, em 1995, a Fiat decide interromper a produção do modelo no Brasil para começar a importa-lo da Argentina.

Em termos gerais, o Fiat Prêmio não foi um carro que figurasse como um grande sucesso de vendas no Brasil. Entretanto, é preciso destacar que ele tinha qualidades. Após 190 mil unidades vendidas, o Prêmio saiu de cena para dar espaço para o Siena, seu sucessor em 1997.

Por Denisson Soares

Outros Conteúdos Interessantes

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *