Tabela FIPE Fiat Coupe



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Em outubro de 1995, dois anos após ter feito sua estreia na Europa, era lançado no Brasil o Fiat Coupe. O maior diferencial (e um dos aspectos que mais o fizeram conhecido) estava no desenho das linhas arrojadas do carro, fruto das mãos do consagrado estúdio de Pininfarina em uma ação conjunta com o Centro Stile Fiat. Mesmo tantos anos depois, as linhas do carro ainda conseguem atrair olhares de entusiastas por onde passa. Os menos atentos podem até mesmo confundir o Fiat Coupe com uma Ferrari.

O desenho das linhas do carro trazia um ar de esportividade bem forte. Porém, elas contrastavam com o fato de que o Fiat Coupe passava longe de ser um típico esportivo. Para começo de história, embaixo do capô, vamos encontrar um bem simplista motor 2.0 16v aspirado e com duplo comando de cabeçote. O propulsor podia entregar 137 cv de potência a 6.000 rpm. A título de curiosidade, esse é o mesmo motor que vamos encontrar no Fiat Tipo 2.0 16v.



Em testes feitos por uma revista especializada no setor automotivo na época apontavam que o Fiat Coupe, com o mesmo motor citado, conseguia ir de 0 a 100 km/h em 10,6 segundos. A velocidade máxima que ele chegava era de 204 km/h. A fábrica do modelo, por sua vez, afirmava que ele fazia de 0 a 100km/h em 9,3 segundos e poderia chegar a 206 km/h.

Um ponto chato na trajetória do Fiat Coupe aqui no Brasil foi o fato de que a marca optou por não trazer para o nosso país a versão Turbo com 220 cv. Este era vendido apenas na Europa. O motor turbo era um diferencial e tanto fazendo de 0 a 100km/h em 6,5 segundos e podendo chegar até 250 km/h (segundo informações da fabricante).

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Na parte interna o Fiat Coupe não deixava a desejar. O painel era bem desenhado, os bancos confortáveis e aconchegantes. Apesar de seguir o padrão 2+2, o conforto mesmo era meio que restrito aos bancos da frente, uma vez que os traseiros tinham um espaço limitado.

Assim como todo esportivo que se preze, o teto baixo figurava como uma das principais “marcas registradas” do carro.

Mesmo chamando a atenção no mercado e se tornando bem conhecido, o fato é que a fama não se traduziu em números no Brasil. Por aqui, as vendas do carro foram uma vergonha para montadora. A situação ficou tão ruim a ponto de termos unidades que ficaram encalhadas nas lojas. A sua importação só se estendeu por dois anos, entre 1995 e 1996. Mas até mesmo em 2008 ainda haviam modelos 0km “a espera” nas lojas. Apenas 1.500 unidades foram vendidas no país.

Entretanto, apesar dos pesares, o carro conseguiu ganhar seu status de raridade e se tornar uma peça muito bem guardada nas garagens.

Na Europa a situação ocorrida no Brasil não se repetiu por completo. Ele se saiu consideravelmente bem melhor. Por lá, em 1997, o carro recebeu um novo motor com mais potência. Os europeus puderam conviver com o carro até o ano de 2000, quando então a Fiat o tirou definitivamente de linha.

Por Denisson Soares

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