Crescimento do Consórcio de Carros em 2016



Crise Econômica aumenta a procura pelo Consórcio de Veículos.

É surpreendente, mas mesmo com a forte crise financeira pela qual o Brasil vem passando, os brasileiros não desistiram da aquisição do carro novo. Ao que tudo parece, a crise promove modificações e adaptações interessantes no comportamento dos consumidores na hora da compra de um automóvel. Tanto que ocorreu uma migração do popular financiamento para o consórcio. Tal fato não é novidade, na verdade desde o ano passado o número de consórcios cresceu consideravelmente, por isso já era previsível essa ocorrência em 2016. Isso se dá devido às altas taxas de juros que os financiamentos vêm oferecendo, a dificuldade de se conseguir crédito e ao sentimento de instabilidade que a crise desencadeia.

Dessa forma, a compra pelo sistema de consórcios oferece mais segurança na hora de fazer um compromisso financeiro, pois seu diferencial é a compra planejada, que pode ser vista como uma forma de poupança realizada através de um autofinanciamento. Como o consumidor está mais retraído financeiramente, busca por um planejamento mais responsável, encontrando no sistema de consórcios uma opção diferenciada dos outros tipos de financiamentos que o mercado oferece. Pois se trata de uma forma inteligente de comprar.



É evidente que também houve baixas significativas também na venda de cotas de consórcio, mas em uma visão ampla, sobre todas as modalidades de vendas, a de consórcio é a que até agora sofreu menos baixas com a desaceleração econômica instalada no Brasil.

As administradoras de consórcios veem essa situação como algo positivo e esperam que até o final deste ano o volume das vendas continue estável. Tanto que a Honda, que possui tradição no mercado de motocicletas utilizando a modalidade de consórcios (80% das vendas) atualmente, por uma questão de necessidade, está investindo no sistema de consórcios para a venda de seus automóveis.

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Em contrapartida, ao mesmo tempo em que o número de associados aumenta, a inadimplência também aparece. Os afiliados estão demorando mais para quitar seus débitos, mas esse quadro também já era esperado, em decorrência do fato de que as pessoas estão ficando desempregadas. Mas de acordo com a Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio), os números relacionados à inadimplência estão controlados.

Sirlene Montes

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