Aumento na Venda de Carros Usados e Seminovos em 2016




Levantamento da Fenabrave mostra que setor de usados cresceu 25,3% no mês de maio de 2016, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

2016 não tem sido um ano muito bom para a venda de automóveis novos no Brasil. Pelo menos é isso que a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) divulgou para o setor no último mês. A entidade, que reúne as Associações de Marcas de carros, veículos comerciais leves, caminhões, ônibus, implementos rodoviários, tratores, máquinas agrícolas e motocicletas, anunciou que a queda foi de 1,22% em maio, sendo portanto, o terceiro mês consecutivo com baixa no segmento.

Porém, a queda foi menor se relacionada com março e abril. Em números, no quinto mês do ano foram negociados 844.238 carros, caminhões e ônibus, contra 854.684 no mesmo período de 2015.


Porém, notou-se que um negócio tem despontado nas vendas: é o de “usados seminovos. A denominação dada pela Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automores (Fenauto) engloba todos os veículos com no máximo três anos de uso.

Conforme pesquisa divulgada, os seminovos subiram no mês de maio 25,3% em relação com um ano atrás. No acumulado de um ano, a alta supera 24,1%. Já entre os usados com períodos maiores, sendo estes de 4 a 8 anos, as vendas tiveram uma queda de 9,6% no mês passado e de 13,2% no período de janeiro a maio. A comparação é sempre realizada com o ano anterior de 2015.

Os usados “maduros”, aqueles de 9 a 12 anos, baixaram em 13,2% no mês passado, acumulando queda de 12,7% no ano. Por último, os com 13 anos ou mais, baixaram em 16,3% em maio e 17,1% no ano, até o momento.


Em relação à produção de novos veículos, as montadoras tem se obrigado a revisar as estratégias e projeções para até o final do ano. A estimativa para as vendas de veículos, conforme a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea),é de queda de 19%, significando em números um pouco mais de 2 milhões de carros.

Com os valores dos veículos e a crise financeira instalada no Brasil, os usados são cada vez mais uma opção, uma vez que apresentam preços melhores e condições mais fáceis de pagamento. Todavia, é importante sempre ficar ligado nas condições do veículo antes de fechar negócio. Quem se apressa na hora da compra, normalmente corre grande risco de errar. Sendo assim, analisar a procedência, verificar a manutenção e observar a quilometragem são fundamentais para não cometer uma gafe.

Kellen Kunz

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