Venda de veículos caiu 37,4% em outubro





Em outubro deste ano foram emplacados 192.165 veículos. No mesmo mês do ano passado foram 306.839 veículos.

O setor automotivo apresentou novos números negativos ao final do último mês. Em comparação com os mesmos 30 dias de 2014, a venda de veículos caiu 37,4%, segundo a Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores. 

Segundo a Federação, em outubro do ano passado foram emplacados 306.839 veículos e no mesmo mês deste ano, 192.165. Com o país em crise e os mais diversos setores sofrendo com a retração, o mercado de venda de automotores teve queda acumulada de 24,25% no ano. Os dez primeiros meses de 2014 registraram a comercialização de 2.833.168 de unidades. De janeiro a outubro de 2015 foram comercializados 2.146.069 veículos.




O maior encolhimento no volume de saídas de outubro foi na venda de ônibus. A queda no mês passado, em relação ao mesmo mês de 2014, foi de 66,69%. Aproximadamente, 2.100 unidades a menos foram emplacadas na comparação entre meses. No acumulado do ano, o segmento apresentou baixa de 33,77%.

O comércio de caminhões anotou o pior resultado acumulado do mercado automotivo – 44,71%. De janeiro a outubro passado, 61.474 caminhões foram emplacados – cerca de 60.000 a menos que no mesmo período de 2014. No registro do último mês, a queda foi de 52,54% em relação a outubro do ano passado.


Através da assessoria de imprensa do órgão, o presidente da Fenabrave – Alarico Assumpção Júnior – disse que "estamos enfrentando um dos anos mais complicados, tanto para o setor quanto para o Brasil". E concluiu explicando que as concessionárias estão tendo volume de vendas baixo, mas não estavam preparadas para a drástica retração que vivem. Alarico avaliou que os números de 2015 representam um retrocesso de uma década no comércio do setor, e o impacto negativo nos resultados das empresas acarreta, com demissões, em prejuízo aos funcionários.

Segundo Alarico, o segundo semestre de 2016 deve começar a registrar alta no setor a começar com índices de até 5% de crescimento.

Por Bruno Klein

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