Pequena quantidade de veículos antigos são reciclados no Brasil



Com a crescente expansão da malha rodoviária no país desde de 1950, o Brasil sempre procurou explorar ao máximo o seu potencial de desenvolvimento aliado ao do transporte rodoviário. Dados do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) dão conta de que estão hoje em circulação no país cerca de 82 milhões de veículos. Diariamente esse número vem crescendo face a expansão do acesso ao crédito e aos incentivos ofertados à população para aquisição de um automóvel.

O detalhe que chama a atenção é como se dá a destinação dos milhares de automóveis sejam pequenos ou grandes espalhados pelo cantos do Brasil com vida útil determinada.  



O Sindicato do Comércio Atacadista de Sucata Ferrosa e Não Ferrosa (SINDINESFA) calcula que apenas 1,5% da frota de veículos é realmente descartada e reaproveitada. Já os 98,5% do restante dessas frotas recebem outro destino como desmanches, depósitos clandestinos e outros fins.

Grande parte dessa sucata ferrosa é reaproveitada na indústria, sendo usada para a produção de aço. A cada tonelada de aço proveniente da sucata, tem-se a economia da extração de 1.140 quilos de minério de ferro e 154 quilos de carvão. Por outro lado, o Instituto Nacional das Empresas de Preparação de Sucata Não Ferrosa e de Ferro e Aço (INESFA) defende a criação de políticas voltadas para o incentivo à reciclagem e renovação da frota nacional de veículos automotores que não estejam em uso ou aptos à reciclagem.



O referido instituto defende ainda a fomentação de ações voltadas principalmente à preservação do meio ambiente, assim como acontecem em outros países como Estados Unidos e Japão. Concluindo, há de ressaltar que no Brasil, mais especificamente nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro houve a tentativa de se colocar em prática políticas de renovação da frota veicular, através da concessão de benefícios fiscais para os proprietários de veículos antigos com idade superior a 20 anos ou 30 anos, que quisessem realizar a troca de seus veículos por unidades novas ou seminovas. Porém, tal medida não chegou a prosperar e ficou aquém das expectativas.

Diante da grande frota de veículos no Brasil, precisamos repensar a maneira para caminharmos para um desenvolvimento sustentável passando pelo uso de automóveis que poluam e danifiquem menos nossas estradas.  

Por Valter Falinácio

Ve?culos antigos reciclados

Foto: Divulgação

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