Venda de carros usados apresentou alta em 2014





Pode até parecer uma contradição, mas no final das contas tem até certa lógica o fato de que ao mesmo tempo em que vemos uma relativa queda no número de carros novos vendidos no Brasil neste ano, o mercado dos usados tem sido agitado por certo aquecimento. As informações são Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores – Fenabrave.

De acordo com os levantamentos feitos pelo órgão em relação aos carros seminovos e usados o número de veículos comercializados teve uma subida para 5,47% (até o mês de maio) e isso em comparação com os primeiros cinco meses de 2013.




Neste mesmo período analisado sobre essa fatia do mercado de automóveis a parte que é correspondente ao setor de vendas de carros 0 km sofreu uma queda para 5,19%. No acumulado até o mês de junho essa queda representa um aprofundamento de 7,3%. Para se ter ideia do quão ruim está este cenário basta citar o fato de que esses números acabaram fazendo com que em quatro anos este fosse o primeiro pior semestre para o mercado de automóveis e comerciais leves 0 km.

As informações divulgadas pela Fenabrave não consideraram o mês de junho.


Na opinião das concessionárias os fatores mais comentados tais como falta de crédito, economia desaquecida e o comprometimento cada vez maior da renda do brasileiro não justificam, ou melhor, não são os únicos fatores responsáveis pelo sucesso e procura dos modelos usados.

Flávio Meneghetti, presidente da Fenabrave, ressalta que o maior responsável por tal procura foi o aumento recebido pelos modelos novos a partir do mês de janeiro deste ano. Ele destaca o aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e a obrigatoriedade da inclusão de itens como ABS e airbag como os principais pontos que contribuíram para que os preços subissem em diversas marcas comercializadas no mercado nacional.

Ainda de acordo com Meneghetti pelo visto tem muita gente que mesmo estando disposta a comprar um carro novo acaba comprando um usado pelo fato de obter um carro que tenha maior valor agregado e preço bem parecido (e em conta).

Por Denisson Soares

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