Novo Regime Automotivo no Brasil – Informações



O novo regime automotivo exige que as empresas utilizem peças produzidas no Brasil e em países do MERCOSUL para receber o benefício tributário do IPI.

Nas regras que vigoram atualmente, a exigência de conteúdo regional é de 65% nos modelos fabricados no Brasil.



Contudo, essa regra leva em conta os gastos administrativos que as montadoras têm na produção e até mesmo gastos com publicidade. Na nova política automotiva, o cálculo sobre os custos está ligado diretamente à fabricação do veículo.

As montadoras receberão incentivos adicionais se comprovarem que estão investindo mais em pesquisa, inovação da linha de produção e tecnologia.



O governo estipulará ainda cotas de importação para montadoras que tenham planos de construção de fábricas no Brasil, para que elas tenham benefícios tributários até que suas linhas de produção sejam construídas.

Uma das montadoras que aguardam a definição é a BMW. Enquanto o governo não aprovar a regra, a empresa suspenderá a instalação da unidade de Camaçari (BA).

Segundo o gerente da consultoria Jato Dynamics no Brasil, Milad Kalume Neto, os motores em uso no país são extremamente ultrapassados e por isso a nova regra exigirá investimentos na reformulação dos propulsores.

“Este processo ocorreu na Europa com o 'engine downsizing', em que os motores reduziram sua capacidade volumétrica e passaram a ter maiores ganhos energéticos", diz o gerente.

As empresas produzirão peças e motores inteligentes, diminuindo impactos ambientais, aumentando a produtividade, gerando novos empregos diretos e indiretos, valorizando a fabricação brasileira e diminuindo o custo ao consumidor final.

Por Wedem Sales

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