Vendas de carros seminovos e usados indicam queda persistente



Se você comprou um veículo novo e está pensando em vendê-lo, você pode estar em maus lençóis. Em outras palavras, a dificuldade de se vender um seminovo ou usado aumentou bastante, especialmente por conta do super aquecido mercado de carros novos.

Apesar de a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos) ter divulgado uma queda nas vendas de 0km em junho, essa área da economia ainda continua aquecida, especialmente após as medidas adotadas pelo governo brasileiro (isenção de IPI) que impulsionaram as vendas desde a Crise Econômica Mundial.



Os números mostram que as vendas de usados cairam cerca de 3% em junho, o que não deixa as pessoas que pretendem vender seus carros muito felizes. E as perspectivas não são muito boas, para o médio e longo prazo. Esse cenário deve permanecer, a não ser que mudanças externas impactem novamente na Economia.

Um nova Crise Econômica está prestes a explodir, atingindo agora países como Portugal, Espanha e até mesmo a Itália. A ideia é acompanhar como poderia ser o impacto de uma nova crise nesse setor. O Brasil, aparentemente, está preparado para suportar mais uma Crise Financeira. Pelo menos é o que os indicadores econômicos demonstram até então.



Alguns pontos são preocupantes:

a) as pessoas que estão comprando carros novos realmente possuem recursos para realizar essa aquisição? Terão condições de pagar as suas dívidas? Seria o começo de uma “bolha automotiva”?

b) dentro de 3 ou 4 anos, como se comportaria o mercado de seminovos, haja vista que hoje a procura por modelos zero km está elevadíssima? haveria uma forte queda no preço dos carros usados? como se comportaria o mercado de novos? existe demanda para tantos veículos?

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c) e se de fato ocorrer essa nova Crise Econômica que está se desenhando? E se essa nova crise causar turbulências no Brasil, como corte de empregos, aumento de impostos, tributos, etc.? Quem vai pagar essa conta?

Todas essas são perguntas que precisam ser analisadas com destreza. Não adianta pensar em ações depois de crises ou bolhas já terem sido deflagradas. E você? Quais os seus planos? A dica é pensar muito bem antes de assumir dívidas. O mar não está pra peixe.

Por Anderson Rodrigo Schmidt, especialista em Marketing pela UFPR

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