Venda de Carros Importados no Brasil – Março 2011



O governo de Luiz Inácio Lula da Silva teve seu ápice positivo entre o final de 2009 e início de 2010, quando uma série de medidas econômicas foi adotada por todo o Brasil. Os consumidores, na ocasião, tiveram melhores condições para adquirir produtos da linha branca (fogões, geladeiras e máquinas de lavar), veículos automotores e materiais de construção. É verdade que esse período não foi o único plausível durante as duas gestões do ex-sindicalista, mas em termos recentes parece ser, segundo discursos empíricos, o mais enfático.

O segmento automotivo reflete bem alguns pontos convergentes ao otimismo. Em pelo menos três momentos, em 2010, as montadoras e os consumidores puderam comemorar sem preocupações: março, último mês de desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), novembro e dezembro. Dados próximos, mais especificamente do mês passado, apontam que os emplacamentos realizados pelas companhias filiadas à Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva) cresceram 17,6% em comparação a fevereiro.



Em março, 13.989 unidades foram emplacadas, pouco mais de duas mil unidades a mais em relação aos 11.893 emplacamentos de fevereiro. Esses números representam preocupações às fabricantes nacionais, uma vez que a participação dos importados no mercado passou de 4,59% para 4,84%.

O dado mais robusto, porém, ocorreu em outra comparação. Em março deste ano, os emplacamentos saltaram 62,3% em comparação ao mês igual de 2010. Para José Luiz Gandini, presidente da associação, o panorama atual pode ser explicado pelo início da operação de novas importadoras, bem como maior participação de carros estrangeiros de entrada no país.



Outro fator deve ter motivado – e muito! – o maior ingresso de importados no país: a desvalorização do dólar diante do real. As montadoras estrangeiras visualizaram maiores facilidades para adentrar no país, bem como o potencial do mercado interno.

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Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Fenabrave

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